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Brasil e Mundo

Entenda detalhes da operação que terminou na captura de Maduro na Venezuela

Presidente venezuelano passou a noite no centro de detenção de Nova York.

Luan

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Foto: Reprodução / Internet

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Durante os ataques realizados pelos Estados Unidos em Caracas, o presidente venezuelano Nicolás Maduro não se encontrava no Palácio de Miraflores, sede oficial do governo. A informação foi revelada por um líder do partido governista, que afirmou que Maduro estava em outra residência localizada dentro do Forte Tiuna, um complexo militar altamente protegido no sudeste da capital. Segundo aliados, o local vinha sendo utilizado com mais frequência devido a preocupações com a segurança pessoal do presidente.

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A ação militar foi batizada de Operação Resolução Absoluta, conforme informou o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos. De acordo com ele, a ofensiva levou meses de planejamento e envolveu integração entre forças militares e setores de inteligência. Informações da agência Reuters apontam que a CIA infiltrou agentes no entorno de Maduro, incluindo um informante próximo ao presidente, permitindo o monitoramento detalhado de sua rotina e deslocamentos.

Relembre

O sinal verde para a operação foi dado pelo presidente Donald Trump quatro dias antes da ação. As equipes aguardaram a melhora das condições climáticas em Caracas para reduzir riscos durante o ataque aéreo. Na madrugada de sexta para sábado, com parte da capital sem energia elétrica, tropas da Delta Force, unidade de elite do Exército americano, chegaram de helicóptero ao Forte Tiuna. Houve reação de militares venezuelanos, mas os soldados americanos romperam o bloqueio e avançaram pelo complexo.

Segundo Trump, Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, tentaram se refugiar em um bunker, mas não conseguiram se proteger a tempo. Ambos foram detidos e retirados do local de helicóptero.

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Chegada aos EUA e acusações formais

Nicolás Maduro chegou a Nova York no fim da noite deste sábado (3) e foi levado inicialmente sob custódia para instalações da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Imagens divulgadas por um perfil oficial da Casa Branca mostraram o venezuelano escoltado por agentes federais.

No mesmo dia, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana. Ele e a esposa foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armamento pesado.

Reação da China e tensão internacional

A captura de Maduro provocou forte reação internacional. O Ministério das Relações Exteriores da China exigiu neste domingo (4) a libertação imediata do presidente venezuelano e de sua esposa, defendendo que a crise seja resolvida por meio do diálogo e da negociação. Pequim afirmou que a deportação do casal viola normas do direito internacional e cobrou garantias de segurança.

O governo chinês também condenou a ofensiva militar americana, dizendo estar “profundamente chocado” com o uso da força contra um Estado soberano. Para a China, a operação representa uma afronta direta à soberania da Venezuela e reflete um comportamento hegemônico que ameaça a paz e a segurança regional.


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